“Falar pela cultura nos anos que vivemos na nossa terra e pelo
progresso do Brasil”,Com esse slogan entrou no ar , em abril 1923, a primeira emissora
brasileira. A Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada por Roquette Pinto(antropólogo) e Henrique Moritas , na época diretor do Observatório Nacional.
Podemos detalhar as primeiras experiências
no Brasil, e os sinais fanhosos e metálicos, estão descritos
minuciosamente no Livro História da Comunicação Rádio e TV no Brasil, da autora
Maria Elvira B. Federico, editado 1982.
Podemos acrescentar a prática na elaboração da programação radiofônica
, nas características técnicas que resultaram nas transmissões iniciais do
rádio no Brasil. Foi a chegada e instalações dos primeiros transmissores e
antenas, a emissora pioneira e as negociações que antecederam a permissão do
Governo Federal para a operação, estão
entre os assuntos abordados pela autora , acrescidos da reprodução de vários
documentos da época.
Segundo Maria Elisa V. de Albuquerque, no seu artigo ‘ROQUETTE PINTO
faz 100 ANOS” publicado numa edição especial do Centro Cultural de São Paulo,
na década de 1970, o que mais encantou Roquette Pinto é a sua lucidez, quanto ao papel do cientista
e a finalidade da própria sabedoria.
Assim nascia o Rádio no Brasil com uma proposta ambiciosa de educação
popular. Em
HISTÓRIA DA COMUNICAÇÃO RÁDIO E TV NO BRASIL, a autora ressalta alguns pontos básicos do plano “O Rádio e
educação”, preparado por esse grande homem da comunicação social Roquette
Pinto. Entre eles “a coordenação central e nacional de recursos a
descentralização quanto a programação respeitando diferentes regiões e
localidades, o apelo aos recursos humano das comunidades, a minimização dos
custos e padronização dos equipamentos, a relação entre educação e
desenvolvimento e finalmente a participação consciente do povo e das
comunidades. Já a partir de 1922 as emissões experimentais até 1924, já a
primeira fase realmente se iniciou em 1925 e vai até 1934 , considerando-se a
ideologia presente na pressuposto de utilização do veículo. A segunda fase
considerada entre 1935 e 1955 reporta-se a consolidação do veículos na década
1940, foi uma fase áurea da década 50 e fatores conjunturais e novos impulsos
para a grande mudança provocada pela concorrência publicitária da TV nos ano de
55.
Amigos, aqui vou terminando esse artigo, nos próximos contarei mais um
pouco da grande História do nosso Rádio
no Brasil.
Carlos Rocha - Jornalista / Radialista